terça-feira, 8 de maio de 2007

Artigos: "Não Seja o Último a Saber"



A internet realmente abriu todas as fronteiras para o conhecimento, a liberdade de expressão e, é claro, para o comércio. Nesse último item, porém, a exploração do potencial da internet em sua integralidade está numa galáxia muito, muito distante, apesar de já existir tecnologia para isso e ela ser acessível a todos os portes de empresas e indivíduos. Mas tudo bem, porque depois de ler este texto você vai ajudar a mudar esse panorama.

Hoje em dia, ter um site já é feijão com arroz. Afinal, mesmo que você não faça comércio eletrônico, precisa mostrar seu produto ou serviço. Com cada vez menos tempo e mais opções, o consumidor quer e precisa saber, antes de comprar, o que vai escolher, como vai pagar, onde fica a loja mais próxima, etc. Mas, convenhamos, construir um site é relativamente fácil. Você registra o domínio (www.circo.ppg.br), escolhe a hospedagem (onde ficarão armazenados os arquivos do site), contrata um profissional para construir as páginas e pronto. Como diz um amigo meu, "Tilin no caixa!" Mas e depois? Será que existe vida além do www?

Pois saiba que existe. Se você está feliz da vida com o seu site, porque tem aquelas animações bacanas, o seu logotipo está bem grande e o webdesigner até colocou "uns barulhinhos" quando o mouse passa por cima do menu, parabéns: sua tia vai adorar. Agora, se o que você quer mesmo é ampliar a clientela e aumentar o faturamento, a conversa é outra. Vejamos como fazer isso. Mas não se preocupe, os barulhinhos podem ficar...


Cara, cadê o meu site?

Além dos seus amigos e parentes, quem mais sabe que ele existe e que está em determinado endereço? Para isso existem os mecanismos de busca, como Google e Yahoo. No Brasil, o Google é o 4º site mais acessado, atrás apenas dos portais UOL, IG e Terra (fonte: WBI Brasil). Como é impossível procurar manualmente todos os sites da Terra e saber o que tem dentro de cada um, o Google tem regras e sistemas que fazem automaticamente o cadastramento e a classificação dos sites. É essa mecânica que precisamos compreender para obter melhores resultados.


Para fazer com que o 4º site mais acessado do Brasil pegue o internauta pela mão e entregue de bandeja (e de graça) pra você, é preciso mexer algumas coisinhas no seu site, (principalmente detalhes de sua construção) e usar estratégias que ajudem a posicioná-lo nas primeiras colocações das palavras que o cliente está buscando. Exemplo: uma imobiliária bem posicionada no Google deveria estar entre as melhores colocações quando o internauta procurar palavras-chave como “imóveis”, “aluguel”, “locação”, “jk”, etc. Para implementar essas ações você pode contar com a ajuda de um profissional que conheça casos de sucesso e esteja atualizado, pois as regras dos buscadores mudam constantemente.

Mas a minha mãe acessa o meu site!

Se o seu site tem um bom volume de acesso (inclusive da sua mãe), ótimo: já é um começo. Mas você sabia que é possível saber QUEM está acessando seu site, de forma ética e legal? Claro que não sabemos o nome e o grupo sangüíneo, mas já é possível ter um panorama bastante preciso do tipo de empresas que acessam seu conteúdo. E o que elas estão buscando.


Com as ferramentas disponíveis hoje, é possível identificar quais são as empresas que acessam seu site, de onde são, quanto tempo ficaram visitando, por que área do site entraram e por qual saíram, entre outras informações. Isso viabiliza duas coisas básicas: 1) obter o retorno das ações feitas (e, com isso, melhorar o site, o anúncio, a promoção, etc.); 2) orientar as ações de prospecção de clientes (ver que segmentos têm interesse em quais áreas do site, etc.).

E aquela lista com 50 mil nomes, que eu comprei?

Se você faz ações de envio de e-mail marketing, a primeira coisa é ter cuidado ao enviar suas correspondências. Principalmente tendo em vista as recentes notícias sobre a venda de listas de pessoas físicas e jurídicas nos camelôs de São Paulo (e sabe-se mais de onde). Além das questões éticas, sempre é bom lembrar-se de uma importante regra: listas menores, porém mais confiáveis, dão MAIS RETORNO que listas gigantescas, de pessoas cujo único interesse que elas possam ter na sua empresa é o de processá-la por SPAM. Por isso, tenha um cadastro simples, mas bem organizado no Excel ou até mesmo no Word ou, melhor ainda, em algum banco de dados comprado nas boas casas do ramo.


Feito isso, o próximo passo é contratar os serviços de um profissional ou empresa que disparem seus e-mails através de um programa que reduz as chances de o provedor considerar sua mensagem um SPAM, além de facilitar muito a personalização e o envio das mensagens. Mas o principal benefício é o de rastreamento dessas comunicações. Com ele você pode confirmar a entrega dos e-mails, saber quem leu, quem clicou, onde clicou e em que momento isso aconteceu. Sem falar na rápida identificação de erros e de quem não deseja mais receber as suas mensagens - chamado opt-out. Tudo isso sem ocupar seu servidor e seu tempo. O mais incrível é que essa é uma ação MUITO barata, ainda mais se levarmos em conta o caso de clientes de pequeno e médio porte, que geralmente não têm verbas significativas para anunciar nas mídias tradicionais.

Em resumo: a internet é um excelente campo para os negócios, e com alguns ajustes você pode tornar ainda maior o resultado do investimento que já fez (criação do site, hospedagem, newsletters, etc.). Conheça mais detalhes, consultando um profissional da sua confiança ou me mandando um e-mail. Afinal, agora você não é mais o último a saber.

Paulo Souza
Publicitário
circo@circo.ppg.br

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